Junto do meu leito meus poetas dormem
- O Dante, a Bíblia, Shakespeare
e Byron -
Na mesa confundidos. Junto deles
Meu velho candeeiro se espreguiça
E parece pedir a formatura.
Ó meu amigo, ó velador
noturno,
Tu não me abandonaste nas
vigílias,
Quer eu perdesse a noite sobre os
livros,
Quer, sentado no leito, pensativo
Relesse as minhas cartas de namoro!
Quero-te muito bem, ó meu
comparsa
Nas doidas cenas do meu drama obscuro!
E num dia de spleen , vindo a pachorra,
Hei de evocar-te num poema heróico
Na rima de Camões e de Ariosto
Como padrão às lâmpadas
futuras!
Lira dos Vinte Anos
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